Profissão Gamer.

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Pode parecer literalmente uma brincadeira, já que estamos falando de jogos de computador, mas o assunto é muito sério. E a profissão também. Os jogos on-line viraram uma febre mundial, o que gerou um nicho de mercado e o surgimento de uma profissão. Atuar como gamer profissional é um trabalho igual aos outros. Exige muitos sacrifícios, empenho, dedicação e estudo.

O passo inicial para entender como funciona esse mercado de trabalho é compreender o significado de alguns dos seus termos chave, como e-sport e stream. O primeiro é usado para designar os esportes eletrônicos e os torneios profissionais de jogos on-line. Já stream se refere ao mecanismo de transmissão on-line das partidas e dos campeonatos. Com isso, é possível que milhares de pessoas de diversas partes do mundo assistam às partidas em tempo real.

Os campeonatos e os patrocínios são as principais fontes de renda dos jogadores. Como acontece com os atletas de esportes tradicionais, é essa ajuda que permite aos cyberatletas participarem dos torneios, pois o dinheiro investido lhes permite estar sempre com o equipamento de trabalho moderno e atualizado. Com isso, a preparação para os torneios é mais eficaz.  Uma das empresas patrocinadoras é a Logitech. Ela possui uma linha de produtos voltada para o mercado gamer e define de que maneira ocorrerá o patrocínio de acordo com o retorno esperado, do torneio ou da equipe. “A forma e valor de patrocínio é acordado com as equipes e pode variar de acordo com o retorno esperado”, esclarece a empresa.

Mas quem está pensando que é fácil ganhar dinheiro sendo um jogador on-line está engando. A rotina é exaustiva. Por isso, não basta apenas gostar. Para ser um profissional do chamado e-sport é preciso ser muito mais que apaixonado, tem que respirar jogos on-line dia e noite. Mais do que isso, é preciso ser muito bom no que faz e ter muita força de vontade para treinar constantemente e buscar novas maneiras de jogar melhor. Um jogador profissional treina em média 10 horas por dia – normalmente eles só param para fazer as refeições.

Os campeonatos são realizados por sites e empresas que têm interesse ou estão inseridos no meio do e-sport. Marcas de roupas, aparelhos eletrônicos, equipamentos para computador e canais de transmissão on-line estão entre os principais patrocinadores. Segundo a Logitech, os torneios e equipes são analisados para que a decisão de fornecer patrocínio seja tomada. “São estudados os torneio e equipes para selecionarmos o que é possível fazer, de acordo com o valor do investimento e retorno gerado”, explica a empresa.

No entanto, a profissão ainda é vista com ressalvas aqui no Brasil. Fora do Brasil, jogar profissionalmente é cada vez mais valorizado. Os jogadores são vistos como esportistas e podem concorrer a bolsas de estudos em universidades americanas, assim como ocorre com atletas de esportes tradicionais. No Brasil, apesar das dificuldades de reconhecimento profissional que ainda existem, o e-sport está crescendo: estima-se que uma média de 500 mil reais seja o valor total distribuído como premiação nos principais campeonatos do país. As expectativas é que o cenário melhore cada vez mais

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